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Guineenses na diáspora desiludidos e revoltados com a situação no país

O conflito no seio do PAIGC tem criado uma instabilidade política na Guiné-Bissau que pode vir a provocar a queda do governo. A DW África foi perceber o que sentem os guineenses radicados em Lisboa.

Na baixa de Lisboa, os guineenses concentram-se regularmente em pequenos grupos, nalguns pontos de referência da capital portuguesa. Alguns, sobretudo mulheres, fazem pequenos negócios, outros, homens na sua maioria, encontram-se para conversar, porque não têm o que fazer. Estão desempregados.

Os guineenses, uns mais que outros, seguem com atenção pela rádio, pela televisão e através das redes sociais o que se passa no país natal.

As últimas notícias sobre a crise no seio do histórico PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) e as disputas políticas entre deputados no Parlamento nacional não são agradáveis, afirma Mané Arafá, guineense que reside em Lisboa: Não é só problema do PAIGC. Cada um quer mandar mas não podemos mandar tudo de uma vez. Esta lenga-lenga na Guiné-Bissau não resulta. Isto é uma vergonha, afirma.

O seu companheiro Mussá Camará também está descontente pois considera que a situação na Guiné é lamentável. Todo o mundo sabe que a situação na Guiné-Bissau não é boa. Esse problema do dinheiro de Bruxelas não é para oferecer a alguém. É um empréstimo, e eles dão a um país que tenha estabilidade e se não tem estabilidade não dão nada. Lamenta ainda o facto de os políticos não serem capazes de se entender.

Por outro lado, Fernando da Silva, também guineense, culpa o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, pela crise do partido pois, segundo o mesmo a situação está mal e Domingos não quer a estabilidade do país. Quando alguém manda e as pessoas não gostam do mandato, ele sai, mas é esse o problema. Ele não quer sair e todos os dias arranja problemas no país.

Umaro Baldé concorda com Fernando e acredita ainda que esta crise está a afetar o país mas pode chegar ao fim a qualquer momento. Isto está a atrasar a Guiné cada vez mais, conclui.

Na praça da tolerância, perto do Rossio, há quem negue falar à DW África e se recusa a votar nas futuras eleições, por revolta face, ao clima de instabilidade permanente que o país conhece desde 1998.

Sulemane Djai, está em Lisboa há 25 anos, e é um antigo combatente que serviu o exército colonial português. Evita muitas palavras: Não quero comentar, a situação da Guiné é muito difícil, eu sou antigo combatente e não sei nada de política, diz entre risos.

De seguida, Mané Arafá faz ainda um apelo: O único pedido que eu posso fazer para os dirigentes da Guiné-Bissau, deputados da assembleia e governantes é que tenham um pouco de piedade para o povo guineense, porque nós já estamos cansados. Mesmo aqui na migração, como podemos voltar se os nossos políticos não se entendem? Isto é muito grave.

Para além deste apelo, Arafá, exorta as Nações Unidas a tomar medidas para garantir a estabilidade efetiva e a reposição da ordem. A clivagem no seio do maior partido político guineense está a afetar o normal funcionamento da Assembleia Nacional, pondo em causa a normalidade da ação governativa e o desenvolvimento do país.

 

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